terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pastor tem que trabalhar

     Pastor tem que trabalhar!
     Levantar cedo, ao amanhecer, e consagrar-se em secreta oração;
     Estudar diariamente a Bíblia, com planejamento e perseverança;
     Preparar estudos bíblicos, com correta interpretação;
     Pregar o verdadeiro evangelho
     e ensinar todo o conselho de Deus...

     Pastor tem que trabalhar!
     Acolher novos membros, com paciência e dedicação;
     Assumir seu papel, conduzindo as ovelhas que houver;
     Aconselhar sabiamente os irmãos, com sigilo e compaixão;
     Liderar o rebanho de Deus
     mostrando o caminho que devem andar...

     Pastor tem que trabalhar!
     Levar a Santa Ceia aos membros acamados;
     Orar com fé pelos enfermos em nome do Senhor;
     Acudir irmãos carentes e visitar os afastados
     promover a caridade
     dando exemplo prático de amor...

     Pastor tem que trabalhar!
     Realizar batismos, casamentos, bodas, funerais;
     Consolar os abatidos e os fracos acolher;
     Interromper seu descanso, mesmo em alta madrugada,
     sempre disponível e amável
     a quem for socorrer.

     Pastor tem que trabalhar!
     E se algum pastor não quiser cumprir seu chamado, 
     que procure um emprego,
     desses com horário de entrada, saída,
     descanso certo e remunerado.

     Mas, se ainda houver alguém
     que aspire ao verdadeiro episcopado
     servindo a Cristo simplesmente por amor
     que não se engane
     com o que vão lhe falar.
     Pastor?
     Pastor tem que trabalhar!


(Pastor Alan Capriles)


     Conforme observado no texto acima, e com bases dadas pelo apóstolo Paulo em I Coríntios 9:10-18 " pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; eu, porém, não me tenho servido de nenhuma dessas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória. Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa esta obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada. Nesse caso, qual é o meu galardão? É que, evangelizando, proponha, de graça, o evangelho, para não me valer do direito que ele me dá ", é um direito ao pastor decidir entre trabalhar ou não, mas tal decisão traz responsabilidades. Paulo trabalhava sempre que se fazia necessário para evitar escândalos, e atrair mais membros para o evangelho. Contudo, viver exclusivamente da obra traz a responsabilidade de estar disponível em tempo integral, assim como vemos que em muitas igrejas existem pastores que trabalham no mundo secular e pregam em cultos, e outros que por estarem à disponibilidade da obra, exercem o ofício de sacerdote sem recusas e omissões.
     Portanto, assim como vemos pastores exercendo atividades seculares concomitantes ao seu chamado sacerdotal de forma brilhante, o oposto também encontramos, que são os sacerdotes que vivem exclusivamente da obra, mas que sempre se encontram cansados demais para atender um membro ao término de um culto, sendo omissos em suas atribuições e não tendo mais em suas vestes o cheiro das ovelhas.
     Amados, não venhamos a envergonhar o evangelho com proveitos pessoais!



                                  Até a próxima semana.


                                                         Fique na Paz do Senhor Jesus!
     
     
       

Um comentário:

  1. Prezado irmão.

    Sou a favor do pastor trabalhar, no sentido de pastorear de fato, sem religiosidade gospel; mas sim de forma espiritual, para que se possa combater o bom combate da fé.

    P.S. A propósito, em sua postagem mais antiga, deixei meu comentário sobre o tema Dízimo:
    O qual envolve dinheiro, que é um assunto altamente espiritual.


    Um abraço do Discípulo de Cristo
    J.C.de Araújo Jorge

    Paz Seja Contigo.

    ResponderExcluir